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Artemis Arte™ http://www.artemis-arte.com Um Projecto de Amor à Arte... Fri, 24 Feb 2012 15:35:38 +0000 http://wordpress.org/?v=2.8.4 en hourly 1 Exposição de Pintura 3M http://www.artemis-arte.com/2010/06/09/exposicao-de-pintura-3m/ http://www.artemis-arte.com/2010/06/09/exposicao-de-pintura-3m/#comments Wed, 09 Jun 2010 21:56:58 +0000 Vanessa Ferreira http://www.artemis-arte.com/?p=411

conv1

Abriu a 5 Junho 2010 no Centro de Interpretação da nascente do Nabão uma exposição de Pintura das pintoras Alexandra Alves e Paula Soares sob o tema 3M.

Aberta até ao dia 30 Junho 2010

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Os Azulejos no Metro de Lisboa http://www.artemis-arte.com/2009/09/28/os-azulejos-no-metro-de-lisboa/ http://www.artemis-arte.com/2009/09/28/os-azulejos-no-metro-de-lisboa/#comments Mon, 28 Sep 2009 10:40:50 +0000 Vanessa Ferreira http://www.artemis-arte.com/?p=405 Azulejos no Metro/
Azulejos no Metro Local: Lisboa Foto: João Paulo
Vá sem destino e saia em todas as estações. Deixe-se ficar a olhar para as paredes e descubra obras de arte no Metro de Lisboa.
Cada viagem pode ser uma surpresa. No Cais do Sodré, o coelho apressado de Alice no País das Maravilhas indica-lhe o caminho. A Baixa/Chiado é assinada pelo reconhecido arquitecto Siza Vieira, com decoração do pintor Ângelo de Sousa. Já no Parque conheça as histórias fantásticas dos Descobrimentos com animais imaginários. Mas se visitar o Jardim Zoológico, os animais já o esperam na estação e nas Laranjeiras vai ter vontade de comer este delicioso fruto.

Para começar, siga uma linha de cor – verde, amarelo, vermelho ou azul – e faça combinações. Qualquer percurso será uma viagem pela história do azulejo no séc. XX. No final, escolha a sua estação preferida. A ideia de decorar o Metro de Lisboa surgiu com a sua construção nos anos 50, para tornar ligeira a sensação de estar debaixo da terra.

Optou-se por revestir as estações com azulejos, um suporte decorativo tradicional perfeito para o objectivo. O arquitecto, Keil do Amaral, e a artista plástica, Maria Keil, definiram então um modelo para estes espaços públicos que se tornou um exemplo a seguir.

Uma nova geração de estações surgiu nos anos 90. Para as animar, arquitectos de renome e artistas plásticos escolheram temas alusivos à zona da cidade em que se encontram e sobre a cultura portuguesa, com as mais recentes linguagens artísticas.

Fique ainda a saber que o Metro de Lisboa passou fronteiras e levou obras de arte para os metros de Bruxelas (Jardin Botanique), Paris (Champs Élysées/Clémenceau), Budapeste (Deák Tér), Moscovo (Belourusskaya) e Sydney (Martin Place).

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Portugal, País dos Azulejos… http://www.artemis-arte.com/2009/09/28/portugal-pais-dos-azulejos/ http://www.artemis-arte.com/2009/09/28/portugal-pais-dos-azulejos/#comments Mon, 28 Sep 2009 10:38:57 +0000 Vanessa Ferreira http://www.artemis-arte.com/?p=402
País dos Azulejos Local: azulejosCapelaAlmas
No país dos azulejos, eles existem por toda a parte. Nos jardins, nas igrejas, nas lojas, nos prédios e até para escrever o nome das ruas.
Apareceram primeiro nos jardins das casas mais nobres, como o Palácio de Queluz ou o Palácio Fronteira em Lisboa, onde se transformaram num registo genuíno dos costumes cortesãos da época. As fachadas da Capela das Almas e da Igreja de Santo Ildefonso, no Porto, impressionam pelo revestimento total a azul e branco e mostram como também as imagens dos santos saíram para a rua.

Depois do grande terramoto de 1755, foi importante tê-los a proteger as casas. São Marçal apagava os fogos, São Francisco de Bórgia evitava os terramotos, Santa Bárbara acalmava as tempestades e N. Srª da Conceição, patrona de Portugal, protegia de todos os males. Procure-os nas ruas dos bairros históricos, como Alfama em Lisboa.

Produzidos em larga escala, fáceis de aplicar e resistentes ao tempo, os azulejos passaram a revestir totalmente as fachadas com ritmos e cores.

Os mais inovadores até os usaram para anunciar o que vendiam no interior das lojas.

É fácil encontrá-los em qualquer cidade ou vila portuguesa. Se viajar de comboio esteja atento às estações decoradas com painéis de azulejo, autênticas galerias de arte que retratam os costumes locais. Visite a estação de São Bento no Porto. Vários painéis, com um total de 20 mil azulejos, relatam a história dos caminhos de ferro, assim como episódios célebres da história de Portugal.

O azulejo é um suporte tão versátil que continua a ser adoptado pelas expressões artísticas mais modernas, integradas em espaços públicos. Maria Keil, na via que passa pelo Aqueduto de Lisboa, ou Júlio Resende, no seguimento da Ponte D. Luís no Porto, são dois artistas que o usaram, animando grandes espaços de entrada nas cidades.

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Aulas de Lazer e Formação de Pintura (Azulejo/Tela) http://www.artemis-arte.com/2009/09/25/aulas-de-lazer-e-formacao-de-pintura-azulejotela/ http://www.artemis-arte.com/2009/09/25/aulas-de-lazer-e-formacao-de-pintura-azulejotela/#comments Fri, 25 Sep 2009 12:37:37 +0000 Vanessa Ferreira http://www.artemis-arte.com/?p=387
Aulas de Pintura

Aulas de lazer para os mais pequeninos…

Parcerias com Creches e Jardins de Infância para a frequência dos alunos no nosso Atelier, inclusive horários de fins-de-semana com aulas avulso.

aulas-junior-de-pintura-2
aulas-junior-de-pintura-1

bandeira inglesa Painting classes for little ones!

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Aulas de Formação Profissional para adultos.

Parceria com Escolas Profissionais, Institutos de Formação Tecnológica, e Escolas Secundárias .

Estágios, Worshop´s, Cursos, Aulas de Lazer e Aprendizagem.
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Venha conhecer-nos!!! http://www.artemis-arte.com/2009/09/24/venha-conhecer-nos/ http://www.artemis-arte.com/2009/09/24/venha-conhecer-nos/#comments Thu, 24 Sep 2009 14:49:35 +0000 Vanessa Ferreira http://www.artemis-arte.com/?p=372 Estamos localizados em Coimbra.

Quinta do Varela, Praça da Alegria
Lote 109, Fracção M
São Silvestre
3025-694
Coimbra

Portugal

Procure-nos AQUI…

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Cursos de Lazer Arte e Pintura Azulejo / Telas a Óleo… http://www.artemis-arte.com/2009/09/24/cursos-de-lazer-arte-e-pintura-azulejo-telas-a-oleo/ http://www.artemis-arte.com/2009/09/24/cursos-de-lazer-arte-e-pintura-azulejo-telas-a-oleo/#comments Thu, 24 Sep 2009 14:23:26 +0000 Vanessa Ferreira http://www.artemis-arte.com/?p=355 Atelier dedicado às aulas de azulejos pintados à mão , e também de Telas pintadas a óleo.

Possibilidade de esquema de aulas avulso, sem compromisso de regularidade.

Aulas a decorrer no Horário Pós-Laboral e fins-de-semana.

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Associação Portuguesa de Mulheres Empresárias http://www.artemis-arte.com/2009/09/24/351/ http://www.artemis-arte.com/2009/09/24/351/#comments Thu, 24 Sep 2009 14:09:08 +0000 Vanessa Ferreira http://www.artemis-arte.com/?p=351 Maria Alexandra Alves para além da sua actividade empresarial também faz parte do corpo docente da Associação Portuguesa das Mulheres Empresárias

Veja Aqui…

Consulte o site da APME

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História do Azulejo em Portugal http://www.artemis-arte.com/2009/09/24/historia-do-azulejo-em-portugal/ http://www.artemis-arte.com/2009/09/24/historia-do-azulejo-em-portugal/#comments Thu, 24 Sep 2009 14:01:05 +0000 Vanessa Ferreira http://www.artemis-arte.com/?p=346 HISTÓRIA DO AZULEJO EM PORTUGAL

Azulejo é a palavra portuguesa que designa uma placa cerâmica quadrada com uma das faces decorada e vidrada. Deriva de uma palavra árabe (al zulej) que significa pedra lisa e polida.

Séculos XV e XVI

Foi durante a ocupação árabe da Península Ibérica que os povos ibéricos tomaram contacto com a cerâmica mural.

Até finais do Séc. XV, os artífices andaluzes produziam grandes placas de barro cobertas de vidrado colorido uniforme que, uma vez cozidas, cortavam em fragmentos geométricos que eram depois combinados de forma a obter desenhos decorativos.

Este processo era conhecido pelo nome de “alicatado”. Era demorado e difícil, exigindo que o artífice acompanhasse a encomenda até ao local da sua aplicação.

Os exemplares mais célebres existentes em Portugal são os do Palácio de Sintra.

No final do Séc. XVI surge uma transformação técnica que levou ao aparecimento do azulejo tal como o conhecemos hoje: uma placa de barro quadrangular com uma face vidrada lisa ou decorada com desenhos coloridos.

Contudo, a separação das cores na superfície vidrada levantava problemas porque as substâncias utilizadas eram hidro-solúveis e misturavam-se quer na fase de aplicação quer durante a cozedura.

Para evitar este contratempo utilizava-se, como separador, uma barreira gordurosa constituída por óleo de linhaça e manganês.

Esta técnica, conhecida pelo nome de “corda seca” associava-se quase sempre a uma elevação em “aresta” da superfície do barro, que funcionava como barreira mecânica nas zonas de separação dos vidrados.

A “aresta” ou “cuenca” só passou a ser utilizada isoladamente depois da introdução de uma outra inovação: a “fritagem” que consistia no aquecimento dos vidrados a altas temperaturas antes de serem aplicados.

Os azulejos de “corda seca” e de “aresta” ficaram na História com o nome de mudejares, hispano-árabes ou hispano-mouriscos. Durante o século XVI foram importados em grande quantidade para Portugal e aplicados em igrejas e palácios. Existe um exemplar, representando a esfera armilar, a revestir o Pátio das Carrancas no Palácio de Sintra.

Os desenhos destes azulejos mantinham a influência das decorações árabes e reproduziam as laçarias e os esquemas geométricos.

Nos finais do Séc. XVI surge um outro avanço técnico decisivo: graças à utilização do esmalte estanífero branco e dos pigmentos metálicos, passou a ser possível pintar directamente sobre o vidrado. Esta nova técnica ficou conhecida pelo nome de “majólica”.

Foi abolido tudo quanto pudesse lembrar a arte islâmica. O desenvolvimento da Cerâmica em Itália com a possibilidade de se pintar directamente sobre o azulejo, em técnica de majólica, permitiu alargar a realização de composições com diversas figurações, historiadas e decorativas.

Ceramistas italianos fixaram-se na região da Flandres e divulgaram os motivos decorativos maneiristas e os temas da Antiguidade Clássica. Para Portugal fizeram-se encomendas na Flandres e a fixação de ceramistas flamengos em Lisboa marcou o início de uma produção portuguesa a partir da segunda metade do século XVI.

Séculos XVII e XVIII

Nesta altura em Portugal cultivava-se o gosto por revestimentos cerâmicos monumentais em igrejas e palácios. O azulejo é aproveitado ao máximo como material decorativo. Só que como a encomenda de grandes painéis únicos e adequadas a cada espaço era muito cara, optava-se frequentemente por azulejos de repetição.

Surgiram os “tapetes”, formados pela repetição de padrões policroma que resultavam de combinações de um número variável de azulejos, formando quadrados de 4, 16, 36 ou mais elementos.

Os pintores de azulejos serviam-se de gravuras de ornamentos que lhes chegavam da Europa e também de tecidos exóticos estampados vindos da Índia, para criarem revestimentos cerâmicos destinados a grandes superfícies.

O Palácio dos Marqueses de Fronteira, em Lisboa, tem dos mais significativos exemplares desta época.

A partir do último quartel do Séc. XVII começaram a surgir vários padrões de “tapetes” reproduzidos a azul e branco. Foi uma influência da porcelana da China que era dessa cor, e dos Holandeses a quem comprámos durante algum tempo conjuntos monumentais de azulejos (a última importação é de 1715) e que usavam muito a cor azul.

Para além dos grandes painéis figurativos, chegaram-nos também dos Países Baixos azulejos comuns, chamados de “figura avulsa”, cada um representando uma cena autónoma.

Apareceu também o azulejo historiado, representando cenários.

Os palácios – depois de 1640, quando Portugal reconquistou a sua independência – foram revestidos com painéis de azulejo representando batalhas, caçadas ou cenas da vida quotidiana.

Grande parte desses painéis é copiada de gravuras que chegavam de França (que estava na moda nessa altura).

Nas entradas e escadarias dos palácios mais ricos aparecem as “figuras de convite”, que representam porteiros ou soldados armados.

Nas igrejas e nos conventos os azulejos representam cenas do Velho e do Novo Testamento e contam episódios da vida dos Santos, em séries de painéis que quase lembram uma narrativa em banda desenhada.

O convento dos Lóios, em Arraiolos, é um exemplo da azulejaria desta época.

No início do Séc. XVIII e durante o reinado de D. João V, o pintor de azulejo assumiu o estatuto de artista, assinando com frequência os seus painéis. Era o “Ciclo dos Mestres” e da grande produção de azulejos.

O azulejo na época pombalina (do Marquês de Pombal) após a morte de D. João V, foi influenciado pelo estilo rocócó. Os desenhos típicos passaram a ser os concheados irregulares em dois tons de azul em contraste. Depois passaram a usar-se várias cores. Os painéis figurativos da época mostram muitas cenas galantes e bucólicas.

O Terramoto que destruiu Lisboa em 1755 obrigou à reconstrução da cidade. Durante a reconstrução o Marquês do Pombal incentivou a produção de azulejos (eram baratos, higiénicos e resistentes).

O azulejo usado nesta época ficou conhecido como pombalino. Eram azulejos de padronagem policroma, com desenhos simples, muito decorativos.

Na segunda metade do Séc. XVIII e principalmente depois do Terramoto e em Lisboa, passaram a ver-se os registos de santos, pequenos painéis que eram colocados nas fachadas para obter protecção contra as catástrofes. As que aparecem com mais frequência são as do Santo António, protector da cidade de Lisboa e de São Marçal, o santo invocado contra os incêndios.

Por volta de 1780, já no reinado de D. Maria I, surge o estilo neo-clássico. O “estilo D. Maria” como ficou conhecido em Portugal e que durou até ao princípio do Séc. XIX.

Os azulejos passaram a representar florões, grinaldas, plumas e medalhões com paisagens.

Séculos XIX e XX

Em meados do Séc. XIX a azulejaria passou a ter uma utilização diferente, passou a revestir fachadas dos prédios. Primeiro foram só azulejos brancos em fachadas de Igrejas, mas depois também os prédios e não só de branco.

Esta prática foi trazida do Brasil, para onde Portugal enviava desde o Séc. XVII grandes quantidades de azulejo.

Nas primeiras décadas do Séc. XX o azulejo foi influenciado pela Art Nova, que aparece nos trabalhos de Rafael Bordalo Pinheiro.

A partir de 1950, os artistas plásticos portugueses começaram a interessar-se pela utilização do azulejo. Destacaram-se Maria Keil, Manuel Cargaleiro, Querubim Lapa e Eduardo Nery.

O Metropolitano de Lisboa é grande responsável pela aplicação monumental dos azulejos, tendo encomendado a grandes artistas como Vieira da Silva e Júlio Pomar, o revestimento das actuais estações de metro.

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Azulejaria no concelho de Oeiras

Os principais conjuntos de azulejo artesanal da região de Oeiras situam-se a partir do final do Séc. XVI (e muito especialmente após 1640).

Os azulejos mais antigos do concelho encontram-se no alpendre da Quinta da Terrugem, próximo de Paço d’Arcos. São azulejos enxaquetados, com placas brancas separadas por tarjas esmaltadas a verde, do início do Séc. XVII.

Da mesma época encontram-se também na pequena sacristia da Capela de Santo Amaro de Oeiras.

Ainda do Séc. XVII são os revestimentos do interior da nave e capela-mor da Igreja de S. Pedro de Barcarena ou a sacristia da Ermida de Porto Salvo e um rodapé da Capela dos Senhores dos Navegantes em Paço d’Arcos.

Dos últimos anos do Séc. XVII, entre os azulejos pintados a azul que conservaram o contorno negro em manganés, destaca-se o frontal de altar da Capela de S. João Batista, no palácio da Quinta do Jardim em Murganhal (Laveiras).

Na Quinta de Barcarena encontram-se alguns dos azulejos mais notáveis de todo o País.

Do Séc. XVIII, temos em Oeiras os azulejos da capela-mor da Ermida de Porto Salvo e os painéis que revestem a sala da entrada e o salão nobre do Palácio Pombal.

As “figuras de Convite”, recortadas, de tamanho superior ao natural e colocadas nos patamares das escadas, simulando porteiros aparecem por exemplo na Quinta de S. António da Mina, em Laveiras.

Os melhores exemplos de vasos floridos (“albarradas”) e dos azulejos da “figura avulsa” do Séc. XVIII encontram-se no Palácio do Marquês de Pombal e a Quinta do Torneiro. Mas também o átrio e a escadaria da Biblioteca Operária Oeirense e a entrada do palácio do Egipto.

Já do reinado de D. José, aparecem em Oeiras os painéis do oratório do Forte das Maias e o Registo com Nossa Senhora da Conceição.

O final do período joanino e a época de Pombal destacam-se, na azulejaria, pelo recurso à policromia rica e aos ornatos graciosos e frágeis.

No concelho de Oeiras destaca-se o Palácio do Marquês de Pombal.

Os primeiros azulejos policromos, posteriores ao Terramoto, são os da Capela da Nossa Senhora da Piedade, na Quinta (Porto Salvo) ou o fontanário da Quinta de Santo António da Mina, em Laveiras.

No final do período pombalino (1777) existiu uma fase de obras apenas azuis, no tipo dos painéis que revestem a escadaria interior e a Casa de Jantar do Palácio do Marquês do Pombal ou os muros da Casa da Pesca ou dos painéis que revestem a frontaria virada a poente do Palácio Real de Caxias e alguns painéis na quinta da Terrugem.

Do reinado de D.Maria e do estilo neo-clássico,  a sala de jantar da Quinta do Torneiro. Também um registo representando Santo António, em Algés, datado de 1799 e a legenda N.S.Porto Salvo aplicado sobre uma caixa de esmolas embutida na parede, no exterior da Ermida de Porto Salvo.

O registo com Nossa Senhora do Cabo Espichel, de 1818, que se encontra por trás da Igreja de Barcarena, é um exemplar da fase que se seguiu ao período das Invasões Francesas, Lutas Liberais e implantação do Liberalismo em Portugal. Marca o fim do longo ciclo do azulejo artesanal e artístico o concelho de Oeiras.

A partir deste período o azulejo só aparece na faixa litoral do concelho, especialmente nos locais onde surgiram algumas fábricas, nomeadamente em Oeiras.

Em quase todas as localidades litorais do concelho se encontravam azulejos estampilhados do Séc. XIX, especialmente nas antigas ruas principais por onde se efectuava o trânsito. Tanto aparecem a revestir as construções mais antigas como as contemporâneas.

O conjunto mais importante encontra-se na Vila de Oeiras, especialmente nas Ruas Cândido dos Reis e Marquês de Pombal. Há azulejos pintados apenas a azul mas também policromos, onde o amarelo se destaca ao lado do azul e do branco e por vezes com verdes e castanho (Rua Cândido dos Reis, Maternidade, farmácia Godinho).  Mas também aparecem na Rua Costa Pinto, em Paço d’Arcos. Menos, em Caxias, Cruz Quebrada e Algés.

Exemplos de azulejos Arte Nova aparecem mais entre a Cruz Quebrada e Algés (em casas entre a Rua Direita do Dafundo e a Estrada Marginal).

São de Rafael Bordalo Pinheiro os azulejos que revestem o átrio da Clínica de Carnaxide.

Do Séc. XX encontramos exemplos nas fachadas da Fábrica da Pólvora de Barcarena e do Aquário Vasco da Gama, em Algés.

Também alguns azulejos modernos em casas construídas pelo Arquitecto Jorge Viana, em Oeiras e em obras camarárias, dos serviços de abastecimento de água, junto da Marginal (Oeiras, Paço d’Arcos e Caxias).

Bibliografia consultada

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Noticias e Curiosidades… http://www.artemis-arte.com/2009/09/24/noticias-e-curiosidades/ http://www.artemis-arte.com/2009/09/24/noticias-e-curiosidades/#comments Thu, 24 Sep 2009 13:53:51 +0000 Vanessa Ferreira http://www.artemis-arte.com/?p=342 A arte da azulejaria é uma das representações mais sólidas e persistentes da cultura Portuguesa no mundo, sendo usada ininterruptamente na decoração de casas e cidades há mais de 500 anos.

Foi durante a ocupação da Península Ibérica pelos Árabes que os Portugueses tomaram o primeiro contacto com a cerâmica mural. Desde essa altura o processo de criação nunca mais cessou, dando origem a uma diversidade de trabalhos tão grande quanto as experiências, os medos, as alegrias e a imaginação dos seus autores.

Estas peças revolucionam os espaços interiores e exteriores, criam sensações de luz, cor e frescura; servem de catalizador para a imaginação decorativa e também para a representação de cenas figuradas, seguindo contos mitológicos e religiosos, retratando capítulos da história do País, descrevendo elegantes lazeres, paisagens, ofícios, etc…

A história faz de Portugal o país onde se encontra o maior número de azulejos, reforçando a ideia da ligação estética e duradoura entre arquitectura e o azulejo, sendo ainda hoje quase impensável que arquitectos, urbanistas, decoradores e outras gentes prescindam desta peça.

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